domingo, 11 de janeiro de 2009

Momentos de caos em nossa maior metrópole

Vivemos atualmente um momento nunca visto em nossa história. A onda de violência que nos assola é de tamanha estupefação. Diante de todas as notícias veiculadas pela imprensa, seja ela televisada, impressa ou via internet, mais uma vez apavora até aqueles considerados indiferentes ao mundo que os cerca. Ficamos até temerosos no que tange as mais absurdas ondas de corrupção no entorno político da nossa mais alta corte em relação ao crime organizado que está tomando conta da região sudeste e em especial o estado de São Paulo. Não sabemos ao certo a quantidade de mortos, uma vez que nem a imprensa nem o comando policial paulista sabem quantificar o lamentável número exato de mortes.

Em meio a tudo isto que vem acontecendo, de forma bárbara e chocante não pode esquecer que o momento é de muita tensão e apreensão por parte de todos. Uma observação não pode passar incólume: por que o governo paulista não quer aceitar o apoio da polícia federal? Será que neste momento tão cruciante vivenciado por todos nós pode se pensar em política partidária? E ainda por cima o mesmo governante ainda tem o descalabro de falar em cadeia nacional que a situação está sob controle. É de extrema sensibilidade o que está ocorrendo no tecido social da maior cidade da América do Sul. Por tanto, não se pode de maneira alguma, sobretudo no aspecto da solidariedade negar qualquer forma de ajuda seja ela vinda de qualquer parte do planeta desde que seja exclusivamente voltada para a contenção desta barbárie. É lamentável ainda usarmos esta tão deprimente palavra em pleno século 21 e ainda assim vivermos em um mundo totalmente civilizado.

Assim, esperamos que a situação vivenciada tenha uma solução o mais breve possível, se não, podemos correr o risco de uma iminente guerra civil que não é o que desejamos para todos nós. E ainda por cima de todas essas implicações que têm comovido a nação, o mais importante é que ‘solidariedade’ seja uma palavra uníssona entre todos aqueles sensíveis a mais este momento crucial de nossa história de pouco mais de 500 anos.

PS. Este texto foi escrito em 2006 na época em que aconteceu a onda de violência em São Paulo

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