domingo, 11 de janeiro de 2009

Reflexão pedagógica


Reflexão pedagógica


Falar de educação nos tempos atuais não é tarefa tão fácil, principalmente quando se fala de Brasil - país de múltiplas questões sociais. Somos a nação de maior desigualdade de renda no mundo; temos a maior carga tributária do planeta e um dos piores índices no quesito educação entre os mais de duzentos países existentes na face da terra.

Mas, não se pode desanimar de forma tão simplória como muitos apregoam. É necessário que se faça uma reflexão muito profunda (os que acreditam veementemente em uma educação de qualidade) visando atingir, sobretudo, resultados altamente positivos no que de refere às políticas educacionais que se desejam implementá-las. Políticas estas que não venham a ficar só no papel e cheirando a utopia, tão comum durante muitas décadas e sim, implique em ações verdadeiramente viáveis ao nosso sistema educacional. Assim, teremos uma melhora acentuada a médio prazo, uma vez que uma transformação social não acontece de um dia para o outro.

Muitas vezes, educadores descompromissados com a tarefa docente não fazem reflexões a respeito da sua própria prática, como já ensinava Paulo Freire, e sim ficam reclamando das condições materiais e dos péssimos salários que recebem, segundo relatos da grande maioria da fauna docente, em especial na rede oficial de ensino, como se altos salários significassem melhoria na qualidade do ensino. É este o quadro que vê pelo prisma da ética quando se trata da profissão docente.

No entanto, se nós educadores não nos unirmos com objetivos claros do que almejamos, sem colocarmos a culpa nos governos que gerem a educação pública, o futuro dos nossos jovens não será dos melhores. Nesse sentido, não se pode esquecer que ainda há uma luz no fim do túnel e que a educação pode não ser o foco central para a transformação, mas com certeza é uma das alavancas para tal mudança, seja esta social, econômica, política e cultural.

Diante deste quadro, que podemos até chamar de tenebroso, no que concerne aos resultados obtidos em avaliações feitas pelos órgãos governamentais, em especial o nosso Estado, esperamos que haja uma inversão nos números. E para mudarmos o espectro desta acinzentada situação que, para os compromissados com o seu papel profissional é preocupante, o caminho mais plausível é o da solidariedade entre todos os envolvidos nessa relação social: a sociedade educacional e os seus segmentos juntamente com os que compõem a classe dirigente das esferas municipal, estadual e federal.

Nessa vertente, destacamos ainda o enfoque que se deve dar entre as políticas públicas voltadas para a educação e as ações práticas que se pretendam implementar no meio escolar - todos os que fazem a escola - conotando assim o principal objetivo da educação escolar que nada mais é do que a aprendizagem.

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